sexta-feira, 21 de março de 2014

Rua Javari e Moocaires – Empanadas e Morcillas Juventinas (Parte I)



Num mundo futebolístico cada vez mais corporativo é quase que impossível encontrar jogadores que vestem a camisa por amor e torcedores que acompanham seu time do coração aonde quer que ele esteja, seja na primeira ou na última divisão.

Ir até ao bairro da Mooca, mais específicamente até o estádio Conde Rodolfo Crespi, na Rua Javari, nos faz adentrar um simpático túnel do tempo rumo a esse passado. Um túnel que nos leva até a época de Pelé e aos imigrantes italianos. Um túnel que nos leva a um clube de desportos que é mais que um negócio, é um clube de amigos, como dizem as próprias camisetas dos juventinos.

Nostalgia a parte, a missão dominical do Prosa era dupla. Primeiro, provar o famoso canolli enquanto torcíamos pela classificação do Juventus. A segunda era resenhar algum bar da região da Mooca - afinal de contas, futebol, cerveja e petiscos de buteco é um ménage indispensável!

O dia já prometia quando descemos da estação Bresser-Mooca em direção à Rua Javari. Dois cidadãos, talvez contagiados pelo clima de decisão do jogo, resolveram se enfrentar num MMA fuleiro no meio do posto de gasolina ao lado do estádio, devido a uma estúpida batida de carro. Só não trouxemos imagens pois achamos que seria mais legal deixar como anedota, assim como o famoso gol do Pelé no estádio.

Após entrada tranquila no estádio, nos dirigimos para a região atrás de um dos gols, próximo da torcida organizada. O caldeirão estava "cheio" (umas 2500 pessoas num estádio onde cabem no máximo umas 4000), mas o clima é pacífico, cheio de crianças e famílias. Vale ressaltar que quase todo mundo vem com uma camiseta grená, coisa muito bacana.

Enfim, apita o árbitro e começa a peleja. No último jogo da segunda fase de grupos da chatíssima Copa Paulista, a Juventus precisava ganhar do Rio Preto para garantir ida aos mata-matas.




Rua Javari é caldeirão.
A pressão da torcida é intensa, valendo até ser sincera com o pobre jogador adversário, aconselhando o pobre coitado a largar a carreira futebolística e voltar a estudar.

Salve aí tiozão!
O garotinho lá em cima no alambrado definitivamente não é padrão FIFA. 
Organizada com guarda-chuvas grená, ao melhor estilo argentino.

A festa é bacana, mas o primeiro tempo vai se arrastando de forma modorrenta, sem resposta do time da Juve em campo. Sendo assim, parte do time do Prosa resolveu ir para a fila do canolli, o tradicional doce italiano vendido no estádio. Acontece que na Javari o canolli muitas vezes é mais interessante que o jogo e, mesmo sendo jogo decisivo, a feiura do primeiro tempo fez a fila do canolli dar volta no pátio de entrada (aquele com o busto do Pelé).

Enquanto ainda estávamos na fila o segundo tempo já estava rolando. A solução era espiar a transmissão da Rede TV na lojinha de souvenirs. E nesse momento o estádio vem abaixo - a Juventus abre o placar!

Sinalizadores que não são padrão FIFA.

Alguns desistem do canolli, mas a fila era realmente muito grande. Tanto que alguns minutos depois, acompanhamos da fila novo grito da torcida - 2 x 0 Juventus!

Uns cinco minutos depois mais uma comemoração - 3 x 0! E nós apenas próximos do balcão do canolli!

Quando o Rio Preto descontou, finalmente colocamos nossas mãos no canolli, que é uma espécie de churros com massa folhada. Gostoso e barato (R$2,50), teria sido um bom acompanhamento para a avalanche de gols do começo do segundo tempo, caso tivéssemos saído aos 25 do primeiro tempo e não aos 40.

Tinha canolli recheio creme também.

Ainda deu tempo de acompanhar o quarto gol da Juve, liquidando a fatura em 4x1 e garantindo a classificação para os mata-matas (onde foi eliminada pelo Audax). Mas o que fica na história é o antológico gol anulado, que contou com chapéu e voleio. Um gol digno da mística e das tradições da Rua Javari, que você pode ver no vídeo abaixo.




Fiquem ligados! Na Parte II visitaremos o buteco da rodada!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Chili do Jakão - Quer Petit Gateau? Vai comer é FEIJÃO!


Aqui temos mais uma receita de macho. O meu famoso Chili and Beans. Por mais que seja uma receita americana ou Tex-Mex, sei lá, é um prato que sempre tem nos pubs e aqui do Brasil. O problema é que geralmente é feito de uma forma "para agradar todo mundo", sem pimenta, sem feijão, sem nada e acaba ficando bem insosso e enviadado.

Essa receita aceita qualquer adaptação e fica perfeita pra servir num almoço de domingo, óbviamente acompanhada de uma gelada! E esse é o jeito que eu gosto de fazer:



INGREDIENTE QNT
Carne Moída 1.5 kg
Feijão Vermelho 500 gr
Pimentão Verde 2 un
Pimentão Amarelo 1 un
Cebola 1 un
Tomate 2 un
Pimenta Dedo-de-Moça 4 un
Cogumelos 250 gr
Bacon 300 gr
Linguiça Calabresa 2 gomos
Alho 2 cabeças
Pimenta do Reino q/b
Pimenta Caiena q/b
Páprica Picante q/b
Cerveja 600 ml
Queijo Prato q/b
Cheiro Verde 1 Maço
Massa de Tomate 1 caixa
Coentro em pó q/b
Folha de Louro 4 un
Ingredientes da Groselha com Rum e Limão: groselha, rum, e limão.

Cozinhe o feijão na panela de pressão por uns 25 minutos ou até ficar macio. Agora, comece a cortar as pimentas dedo-de-moça bem fininho (sem sementes) e todo o resto em pedaços grandes. Assim ó:


Frite o bacon lentamente com a linguiça calabresa, para liberar a gordura.


Adicione todos os legumes, a carne e tempere com os temperos secos.


Refogue tudo muito bem (se sua panela for pequena, igual ao meu caso, você vai ter que passar para uma maior nessa hora). Adicione a massa de tomate, o feijão cozido e por último a cerveja.


Cozinhe por 2 horas em fogo bem baixo, com a panela semi tampada, ou até você encher o saco e ficar com fome.


Quando o caldo ficar bem grosso, sirva com um monte de queijo prato e cheiro verde. O clássico acompanha Nachos, mas eu prefiro um pão italiano.


E é isso aí! Quando bater a fome e a sede ao mesmo tempo, consulte o Prosa antes de fazer cagada. Um abraço!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Costelinha Barbecue no Uísque - Parece difícil, mas não é!


Tá aí mais um rango que é perfeito  para acompanhar aquela gelada: A Costelinha Barbecue.

Aposto que a maioria dos leitores deste blog ás vezes tomam coragem para gastar uns R$50 e ir em uma das franquias do Outback, Friday's ou Applebee's para matar a vontade de devorar essa delícia bem americana. Então, vou mostrar de maneira prática e bem econômica de como preparar esta maravilha do colesterol.

* Não se assuste com a quantidade de ingredientes, pois o modo de preparo quase não exige técnica de cozinha, apenas paciência e uma cervinha no canto pra ajudar a passar o tempo.


Para a Costela

INGREDIENTE QUANTIDADE

Costelinha de Porco 2 kg
Pimenta do Reino Q/B
Pimenta Caiena Q/B
Páprica Picante Q/B
Alho Picado Q/B
Papel Alumínio Q/B
Óleo         Q/B

Para o Molho Barbecue

INGREDIENTE QUANTIDADE

Catchup 380 gr (1 frasco)
Cebola Picada 1/2
Açúcar Mascavo 6 Colheres de Sopa
Pimenta Dedo de Moça 1 un
Vinagre Branco 3 Colheres de Sopa
Molho Inglês 6 Colheres de Sopa
Shoyu 1/2 Colher de Sopa
Uísque 150 ml
Alho Picado 1 Colher de Sopa
Pimenta do Reino Q/B
Pimenta Caiena Q/B
Páprica Picante Q/B
Cerveja 1 gole
Shoyu Quase Nada

** Como sempre, ajuste as quantidades ao seu gosto. Se não quiser um sabor tão picante, pode-se eliminar a pimenta dedo de moça e a caiena. Só não deixe de caprichar no Uiscão!

Comece aquecendo o forno em temperatura máxima. Enquanto isso, prepare as costelas, fazendo um desenho quadriculado de 2 cm de largura, levemente com a ponta da faca, apenas para que o tempero penetre melhor.


Tempere elas com o sal, pimenta do reino, caiena, páprica, alho e um fio de óleo. Apalpe bem espalhando o tempero e embrulhe no papel alumínio com a parte brilhante para dentro. 


Posicione elas em uma assadeira (coloque uma folha de papel alumínio embaixo para você não precisar jogar a assadeira fora depois), e coloque no forno por 10 min, depois abaixe para temperatura média e deixe por mais 40 min. (Claro que os tempos dependem da potência do seu forno).

Enquanto isso, comece o molho. Pique meia cebola em cubos pequenos e uma pimenta dedo-de-moça em finas fatias, tirando a semente. Em uma frigideira, refogue a cebola e a pimenta até a cebola branquear.

Coloque o açúcar mascavo e mexa até caramelizar.


Ponha o vinagre e mexa bem, aí adicione um montão de Uísque da sua marca favorita e deixe o álcool evaporar (é uma pena, mas o sabor recompensa) e adicione o alho, molho inglês, a páprica, a caiena, a pimenta do reino.

Misture bem e coloque o catchup. O molho vai começar a cheirar e ter gosto de Barbecue. Coloque um gole da sua cerva para ajudar a ferver a mistura e um tiquinho de shoyu apenas para chegar na cor.

Tampe a penela e deixe em fogo baixo por 5 min. Corrija o sal e pronto! Você já sabe como fazer um molho barbecue picante de uísque!


Agora vem a parte legal (se você achar isso chato, seu lugar é na fila do Outback): Tire as costelas do alumínio e besunte-as com o molho, sem dó. Volte para a temperatura máxima e, a cada 12 minutos tire a costela e besunte novamente.


Faça isso umas 3 ou 4 vezes. Até os ossinhos começarem a aparecer e a carne estivar bem caramelizada. Assim ó:


Aí meu querido, é só cortar as costelinhas (pra poder comer com a mão, é claro) e se sentir um americano obeso desfrutando sem vergonha dessa obscenidade suína.


Isso aí com uma gelada e um bom jogo de futebol na TV vai transformar seu dia sem graça em um grande evento! (e uma possível ponte de safena no futuro). Um Abraço!
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